quinta-feira, 30 de outubro de 2014

AS RELIGIÕES SÃO MESMO NECESSÁRIAS?




Religião é uma palavra do latim, que significa re-ligare, que significa “ligar com”, “ligar novamente”, restabelecer a ligação entre o homem e Deus, entre criador e criatura. Mas por que o homem precisa restabelecer essa ligação? Se dissermos que precisa restabelecer é porque, em algum momento, esse elo foi perdido. Mas foi mesmo? Como? Histórica e culturamente, o homem sempre procurou estabelecer algum contato com a divindade. Desde que se entende por pessoa, o ser humano sente a necessidade do eterno. Nossa natureza é essa. E desconfio de que até alguns ateus buscam na Filosofia, na Antropologia, na Sociologia ou na História as mesmas respostas que a maioria dos mortais busca nas religiões.

O questionamento que ora apresento é sobre a necessidade de que haja religiões diversas, com cultos distintos, para que o homem sacie essa sua necessidade do sagrado. Não podemos negar o fato de que todas as religiões falharam no curso da História. Todas se equivocaram, principalmente as monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Os fatos provam isso. Mas não teremos espaço aqui para enumerar os muitos desvarios que tais religiões promoveram (e promovem) no curso do tempo. Não. Por outro lado, não podemos nos esquecer, também, de que ao passo que erraram, as religiões, em muitas situações, ofereceram alguma referência para a sociedade, seja do ponto de vista pedagógico ou espiritual. Francisco de Assis é um desses exemplos. Em plena Idade Média, com a Igreja Católica corrompida e mergulhada em tremendos escândalos, muito distante, pois, da proposta inicial do Mestre, o poverello de Assis deixou um exemplo de fé e simplicidade, envergonhando a hierarquia eclesiástica pelo seu testemunho cristão. Há outros exemplos. Mas Francisco de Assis é suficiente.

Tenho a impressão de que essa busca do homem pelo sagrado é, em essência, a busca do homem por si. Explico-me: mesmo que não tenha exata clareza acerca disso, o ser humano sente a necessidade de descobrir-se, entender-se, aceitar-se, saber quem é e do que realmente precisa. Esse conhecimento só é possível através de um mergulho interior, de um autoconfrontamento e creio que, poucos, pouquíssimos homens sentem-se à vontade para fazê-lo. Não é fácil confrontar-se com as próprias mazelas. Então, há uma tendência a buscar nas religiões respostas prontas para questões que somente o homem, o próprio homem, poderá deslindar. Fica fácil colocar a responsabilidade no discurso do padre, do pastor, do rabino, do pai (ou mãe) de santo, do xamã, do guru, do médium, enfim, do líder da religião a qual pertence. Um número significativo de homens ainda precisa dessas lideranças, de seus discursos. Então, para essas pessoas, as religiões são muito necessárias e importantes. Ainda não despertaram para as realidades maiores que somente a consciência lúcida propicia. Esse despertar da consciência é um processo lento, muito pessoal e variável. Mas, uma vez desperta, a consciência nunca mais será a mesma, porque levará o ser a uma viagem interior, ao conhecimento da própria realidade de ser homem.

À medida que o homem se conhece, torna-se mais humano e menos dependente das religiões, das imposições, dos dogmas. Liberta-se, enfim. Aprende a pensar por si, a questionar com inteligência, entende que não pode pôr nas mãos de Deus ou de santos ou orixás e guias a responsabilidade pela própria evolução que pertence tão somente a si. Compreende que os discursos religiosos podem ser belíssimos, elevadíssimos, mas serão nada, se não o mobilizarem a um desinstalar-se constante, a uma mudança de padrões, de pensamentos e atitudes. Para quem busca o autoconhecimento, para quem pretende, verdadeiramente, conhecer-se, não há a necessidade das religiões. Elas até podem ajudar, mas não são condição para que o processo se dê. O mesmo não posso não dizer quanto a um exame verdadeiro da consciência, à meditação – técnicas essenciais para aquele que busca a verdade sobre si, a fim de melhorar-se para, a partir daí, ser um instrumento de transmutação das estruturas carcomidas que lhe cerceiam, ainda, o domínio da vida.

Roberto Machado 
Paz, saúde e equilíbrio!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SOU UM PROFESSOR E NÃO SOFREDOR!


Hoje, sexta-feira, estou concluindo uma semana que me foi deveras especial. Na quarta-feira foi o Dia do Professor e também nesta data comemorei mais um natalício. 41 anos bem vividos, com muita aprendizagem e experiências acumuladas. Não tenho do que reclamar; aliás, só posso e devo agradecer, pois a vida tem me proporcionado cada dia novas possibilidades. E isso é dádiva e bênção.

Não por acaso, dizem muitos (e eu também acredito) nasci no Dia do Professor. O ano era 1973. Tempos difíceis. Anos de chumbo da ditadura. Era uma segunda-feira. Minha mãe costumava preparar o bolo para a festa dos professores. Naquele tempo, a escola funcionava no Dia do Professor para que os alunos, funcionários e os próprios professores pudessem festejar o Dia do Mestre. Áureos tempos. Dona Neuza varou a noite assando o bolo. No dia seguinte, só teve tempo de deixá-lo na escola e rumar para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, à época um hospital de verdade. Assim, o Planeta me acolheu. Portanto, sou um professor que nasceu no Dia do Professor e quase foi parido numa escola... 

Para além dessas especulações de destino, karma, ou seja lá o nome que queiram dar, o fato é que eu sou um apaixonado pelo que faço. Um privilegiado. E teimoso. Teimoso porque não desisto de acreditar e investir minhas forças e empenho em uma educação de qualidade, mesmo quando as adversidades são tremendas. Fiz, assim, da Língua Portuguesa e da Literatura o meu mundo interior e é a partir desse feixe de leituras e releituras que teço a história de minha vida. Nada foi fácil até agora e nunca me iludi que seria. Fiz meu Curso de Letras numa Universidade Federal e só eu e Deus sabemos a que preço. Tudo difícil. A faculdade era pública, mas tinha a passagem, caríssima, da Baixada a Niterói, além das muitas cópias, dinheiro do bandejão e várias outras despesas. Foram quatro anos de muitas aprendizagens, não só acadêmicas, mas para a grande saga da vida. 

Tornei-me um professor consciente. Incomodo-me com o discurso do "professor sofredor". Sofredor por quê? Sofredor eu era quando não era professor e ganhava pouco mais de um salário mínimo numa empresa de marketing em São Cristóvão. O magistério me possibilitou acessos inimagináveis por mim antes de abraçar a profissão. Eu era paupérrimo. Não sou um sofredor. Sei que ainda temos muito a conquistar, que merecemos ganhar mais do que ganhamos, mas sofredores? Não, não somos! Um professor, hoje, só ganha muito mal se não se qualificar, se ficar restrito a uma matrícula no Estado, por exemplo. Se for um profissional sério, bom, pesquisador, com certeza não lhe faltarão oportunidades. E acho que essa é a grande crise que envolve nossa profissão.

O professor precisa ler, estudar, conduzir seu trabalho com disciplina e método. O professor precisa, antes de tudo, resgatar a sua autoestima, acreditar no seu potencial. Precisa se expor, no sentido de mostrar suas qualidades. Não pode tornar-se refém de pais permissivos ou gestões incompetentes. Deve questionar, argumentar, saber posicionar-se. O professor precisa reconhecer seu papel vital na construção de seres humanos mais lúcidos, mais críticos.

Eu não entrei para o Magistério por falta de opção. Não cursei Letras porque não consegui vaga para Direito, por exemplo. Nada disso! Eu sempre quis ser professor, desde antes de frequentar a escola... Segundo meus irmãos mais velhos, até nas brincadeiras isso ficava evidenciado. Eu sou professor, porque acredito que o ser humano pode, via conhecimento, conquistar seu espaço no mundo e quero contribuir para que essas pessoas logrem tal acesso. Eu acredito que é preciso conhecer o chão onde se pisa para transformá-lo, não se tornando vítima dos demagogos discursos cristalizados que estão aí a seduzir os incautos. E o meu trabalho como professor pode ser fundamental para que aquele que me ouve, talvez timidamente no canto da sala, entenda que é protagonista de sua história, sujeito de seu tempo e destino, e que tem nas mãos um tremendo poder de transformação.

Eu sou um professor!

Roberto Machado, mais experiente. E lúcido.

Saúde, paz e equilíbrio!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

É PROIBIDO NÃO PROIBIR

É PROBIDO NÃO PROIBIR!



Embevecidos pela melodiosa voz de Caetano Veloso, grande parte da geração pós-ditadura militar foi educada a partir da assertiva “E proibido proibir”. Os anos de chumbo daquele processo violento e totalitário de instauração do poder, associado ao levante do movimento hippie, levaram muitos pais e professores a adotarem como práxis o sistema de uma liberação quase total e permissiva, em que toda e qualquer mínima tentativa de organização e ordem ganhava conotação de repressão, devendo ser evitada. Historicamente, esse é um processo comum, onde países que viveram experiências nefastas de regimes ditatoriais adotam, depois, caminhos extremosos, saindo de um sistema disciplinar fechado em si mesmo a uma liberação deteriorante e sem sentido.

O efeito dessa realidade está diante de todos: pais, que não assumem seu papel, exatamente porque não encontram o limite entre a firmeza e o afeto; filhos, que aprendem desde muito cedo a arte de manipular os pais, jogando com as emoções dos mesmos, até conseguirem exatamente o que desejam; professores, encurralados entre o desempenho de seu ofício e as pressões que lhes vêm das famílias, do Estado ou das próprias instituições nas quais trabalham. Acrescenta-se a isso significativo número de alunos laudados com patologias diversas, sinalizando problemas de natureza emocional e/ou pedagógica.

Num quadro onde papéis não estão bem definidos, é natural que surjam problemas de vários matizes. Mas, nesse jogo, quem faz o quê? É a partir dessa resposta que será possível encontrar possibilidades e vislumbrar caminhos. Numa sociedade com realidades tão contrastantes e em mudança contínua, quem é o professor? Em princípio e para elucidar alguns equívocos, é preciso deixar claro que, ao professor, não cabe educar! Professor não é educador! O professor é um mestre habilitado para ensinar. Seu trabalho é habilitar o aluno, via conhecimento, a utilizar as ferramentas necessárias para que esse jovem obtenha êxito na busca por um espaço no mundo do trabalho.

E o papel dos pais? Soa como redundante e até sem sentido, no entanto é urgente alertar os pais que sua função é, simplesmente, ser pai, ser mãe, e para o que de mais sagrado essas pequenas palavras da língua portuguesa sinalizam. Os pais são educadores por excelência e por escolha. A opção de ter filhos implica grande responsabilidade diante do Transcendental e também do social. A transmissão das noções exatas de limites, regras, respeito ao outro, à diversidade cultural, religiosa, étnica, bem como à natureza e a todas as expressões da Vida é de competência dos pais. E essa tarefa é intransferível! Um professor não deveria perder sequer um minuto de seu tempo ensinando a um jovem que no ambiente escolar não se pode gritar, xingar, usar aparelho celular, exatamente porque essas orientações, além de outras várias, já na mais tenra infância, devem ser dadas pelos pais, principalmente através do exemplo. A formação escolar é diferente da familiar, não sendo possível, de forma alguma, uma substituir a outra.

Os pais não podem se sentir coibidos nessa tarefa. O pátrio poder lhes assegura o exercício pleno dessa competência. E não há nada de extraordinário nesse exercício. Por exemplo, como poderemos exigir de um aluno que entre no horário exato da primeira aula, se ele é educado num sistema em que para absolutamente nada há horário fixado? E agora questiono a alguns pais que poderão ter acesso a este texto: Pais, em suas casas, há horário determinado para as refeições? Para dormir e acordar? Há tempo e espaço pré-fixados para o estudo extraclasse? Para o lazer com o videogame e/ou redes sociais? Há uma lista com as pequenas tarefas domésticas que seu filho pode fazer para ajudar na rotina da casa?  Existe uma relação entre direitos e deveres? Para ter acesso a “isso”, deverá fazer “aquilo”, por exemplo? Se a resposta para essas questões for não, então está na hora de se repensarem algumas coisas. E rápido! Porque a indisciplina generalizada cria raízes e hábitos que, depois de arraigados, dificilmente são transformados. Por isso, é proibido não proibir, é proibido deixar que tudo caminhe sem direção, sem orientação. Em muitas situações, é necessário proibir, sim. Claro que argumentando, mostrando os prós e contras, mas deixando claro quem é a autoridade da casa. Autoridade não se confunde com autoritarismo. Autoridade relaciona-se com o poder de decisão via argumentação; no autoritarismo, vale o poder da força pela força, sem diálogo e abertura. Portanto, não se está defendendo aqui um sistema familiar despótico, mas um ambiente de respeito e compreensão mútuos na casa, que deve, antes de tudo, ser um ambiente sagrado, onde reinem a paz, a compreensão e a humanização de todos. É a parceria entre afetividade e verdade que possibilita a formação de um jovem consciente. Por isso, pais e filhos devem transitar pelo diálogo constante, buscando uma relação harmônica e feliz, mas pautada na reta consciência dos deveres cumpridos. Com efeito, o adolescente deve saber que pode contar com os pais e responsáveis em sua vida para auxiliá-lo, mas jamais para assumir suas responsabilidades.

E à escola? O que lhe compete? A escola é o espaço de interação e desenvolvimento humano, afetivo, mas seu papel por excelência é o ensino, é a transmissão do conhecimento. À escola cabe preparar o aluno para o mercado de trabalho, para a consciência política e crítica do meio no qual se está inserido, capacitando esse jovem para ser um agente de transformação social, formando multiplicadores nesse processo lento, mas contínuo. Assim, a escola, de um modo geral, prepara para o exercício profissional e a família para a vida. Essas funções, naturalmente, encontram-se e confrontam-se, em vários momentos da formação, mas não se pode perder de vista a essência de cada uma. Quanto ao Estado, cabe-lhe regular esse sistema, normatizando, pela legislação, o campo de atuação de cada componente.
  
A escola, como instituição, está gritando, pedindo socorro, pedindo parceria das famílias. Escola não existe para reprovar, punir, constranger. Nenhum professor consciente sente-se feliz em retirar um aluno de sala de aula ou enviá-lo à coordenação por indisciplina. Não são essas as funções da escola e do professor, daí a necessidade de uma interação entre escola e família, visando sempre ao melhor, ao êxito e sucesso do aluno. Nessa perspectiva, escola e família dividirão angústias e se apoiarão, compartilhando soluções de forma integrada e participativa. Os pais precisam acreditar na proposta da escola na qual matriculam os filhos, não podem contradizer a instituição em que depositaram confiança, investimento. É preciso, pois, investir numa educação em que família e escola andem de mãos dadas, com tarefas distintas; no entanto, com objetivos semelhantes.

Saúde, paz e equilíbrio!
Roberto Machado 
Professor de Língua Portuguesa

sábado, 11 de outubro de 2014

DA PÓLIS À POLITICAGEM: O EQUÍVOCO ETIMOLÓGICO


A formação da sociedade ocidental, sob todos os aspectos, é, sem dúvida, uma herança da cultura grega. A noção de cidade, a busca pelas grandes questões metafísicas, o teatro, os jogos olimpícos, nossa relação com o sagrado e até nossa gramática apresentam traços da cultura grega. Tive uma professora na graduação que sempre nos dizia que "depois dos gregos, tudo é imitação". Vários estudiosos sinalizam que foi o surgimento da pólis, as Cidades-Estado, uma das mais importantes experiências desenvolvidas em toda a Antiguidade.

Pólis. Foi esse radical grego o elemento linguístico que, associado a um sufixo, tornou-se o responsável pela formação da palavra política (politiké). E o que é a política? Do ponto de vista etimológico, política significa, essencialmente, cuidar da pólis. Claro que a palavra percorreu, ao longo dos séculos, seu próprio caminho e que, hoje, pode ser ampliada, mas o que vamos encontrar são apenas sinônimos para o que está consagrado como o zelar, cuidar e bem administrar a cidade (pólis).

O Brasil vive um momento histórico. Arrisco dizer (parafraseando alguém) que nunca vivemos na história deste país um pleito eleitoral tão dramático. Dramático porque tudo pode acontecer e surpresas - agradáveis ou não - poderão advir. As pesquisas oscilam e as diferenças matemáticas entre os presidenciáveis e candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro são muito reduzidas. Mas o que podemos esperar deste momento? 

Pessoalmente, nunca tive tantas dúvidas quanto à política nacional como neste momento. Nossos candidatos, ambos, têm passado sujo e não recomendável. Faltam-nos opções. Falta ao brasileiro um candidato que realmente expresse nossas insatisfações e desejo de mudança. E o que temos? Uma presidente tentando a reeleição, dizendo que fará muitas coisas que, sinceramente, já teve oportunidade de fazer e não fez. Temos um partido que está no poder há 12 anos e que, há muito, tornou-se incoerente com o discurso que o legitimou e que deu vez ao mito do operário que chega ao poder. O PT já não é o Partido dos Trabalhadores. Envolvido até a alma num esquema de corrupção e outros crimes, tornou-se vergonha nacional.

Por outro lado, temos um candidato que governou Minas Gerais com mãos de ferro e que é odiado pelo funcionalismo público mineiro. Um homem cuja formação política é de linha conservadora, neoliberal e excludente, que favorece as elites e torna o pobre mais pobre, dificultando-lhe o acesso a bens culturais e materiais. Aécio Neves é discípulo fiel de Fernando Henrique Cardoso, e quem tem memória sabe como foram difíceis, para os pobres, os oito anos dos tucanos no poder. Estudei em universidade federal e, naquele período, vivi momentos inomináveis na faculdade, como corte de energia, por falta de pagamento e até mesmo carência de papel higiênico no banheiro. A conversa sobre privatização era comum. E o que é, pois, Aécio: mudança ou retrocesso?

E é exatamente isso que temos como opções: a continuidade de um governo marcado por crimes de corrupção e projetos inacabados ou um retrocesso histórico, que poderá comprometer seriamente a vida de muita gente. A crise econômica está às portas. Com ou sem PT, os economistas (da FGV) asseguram que o Plano Real está moribundo e que precisa de urgente reestruturação. A sujeira grassa em ambos os partidos. Em quem votar? Essa é a questão.

No Estado do Rio de Janeiro, a situação é mais complexa: por um lado, a continuidade de um governo marcado por greves e escândalos terríveis; por outro, uma perigosa combinação de política com religião que me assusta. Ou há quem ainda pense que o fundamentalismo religioso está restrito às loucuras do Estado Islâmico?

Estamos entre a cruz e a espada. Por isso, o momento é dramático. Acrescentando-se a isso, temos os casos bizarros de cantores, comediantes, filhos e netos de velhos figurões políticos, partidários de extrema direita e até participantes de Reality shows candidatando-se a serem nossos representantes. E o pior: muitos ganham.

E a essência da politiké? E o cuidar da pólis? Neste caso, a etimologia nos traiu. Que triste! Os gregos sabiam de tudo. E a nossa política virou um triste circo de horrores. Não sou otimista.

Saúde, paz e equilíbrio!

Roberto Machado

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

APRESENTAÇÃO










Sou Roberto Machado, professor de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Tenho 41 anos. Sou crítico, ensaísta, místico, mas, antes de tudo isso, um pensador. É essa força motriz que move meu mundo interior e físico. Por isso o APERTIS VERBIS está de volta! Depois de mais de um ano de período sabático, resolvi voltar a fazer uma das coisas que mais amo nesta vida: escrever. Sim, sou um prosador inveterato! Movido pela análise e curiosidade, pesquiso, busco, analiso, comparo. É esta a minha sina. E também é esta a proposta do nosso blog: criar um espaço reflexivo, mas que não seja tedioso, cansativo. Não prometo atualizar sempre, mas quero dar vida e um novo fôlego a isso aqui. Se você gosta de Filosofia, atualidades, Espiritualidade, Política, Educação, tenho certeza de que se sentirá em casa. Portanto, seja bem-vindo! Leia, participe, questione, interaja! 

E volte sempre! 


Abraço!

Saúde, paz e equilíbrio!


Roberto